Inovação com Impacto

NFTs x Meio ambiente: existe relação entre itens virtuais e o "mundo real"?

publicado em
8.2.2022

Entre as dúvidas causadas pelo mundo moderno e tecnológico é imaginar como algo existente apenas no universo virtual pode impactar o campo físico. Sim, isso é possível e está acontecendo agora mesmo com as NFTS.


E o que isso tem a ver com sustentabilidade? A gente te explica! 


Primeiro, o que são as NFTS? 

Sabe aquele meme que você adora ou aquele vestido de uma personagem de video-game? Pois eles podem ser NFTS: “Non-fungible Token” ou “símbolo não fungível”. Os NFTs foram criados como uma forma de os artistas garantirem que sua arte digital não seja falsificada, afinal, as réplicas desse tipo de arte são difíceis de rastrear.  E podem ser qualquer coisa: vídeos, gifs, ilustrações, imagens… Portanto, um NFT é um token (uma chave, um símbolo), associado a um certificado digital que assegura sua propriedade.


Mas como algo totalmente digital pode impactar o meio ambiente? 


Assim como a arte é digital, a forma de pagar por ela também. Para investir em uma NFT, o comprador utilizará moedas que só funcionam no mundo virtual, como o Bitcoin e o Ether. E, entre as formas de consegui-las está a mineração. 


Lembram dos impactos causados pela mineração física, como o garimpo pelo ouro? Pois a mineração virtual também requer um investimento em uma estrutura própria montada apenas para explorar os recursos naturais a seu favor.


Isso significa que cada minerador precisa de um computador, com alta capacidade. E, para produzir cada máquina dessa, é utilizada energia fóssil que está entre as energias mais poluentes. Ou seja, minerar bitcoin está criando uma demanda cada vez maior por energia.


“ Um estudo da Universidade de Cambridge estima que o uso de Bitcoins utiliza, anualmente, a mesma quantidade de energia fóssil que a Argentina inteira. Ou, em escala comparativa, uma única transação em Bitcoin se utiliza de até 290 quilos de CO², o mesmo de 72 mil e-mails enviados, 1.44 milhões de buscas no Google, 120 mil horas de vídeos do YouTube ou 8,5 quilômetros de um voo da aeronave Boeng 747-400”. (fonte: https://www.sp-arte.com/editorial/qual-o-dano-ambiental-das-nfts/


É isso mesmo! A criação de um NFT, bem como conseguir moedas virtuais, pode produzir centenas de gases poluentes - o equivalente a dirigir mais de 800 quilômetros em um veículo a gasolina. 


Além disso, países com Irã e China, onde a energia é mais barata, estão tendo um aumento significativo em seu consumo de energia por conta da migração de aglomerados de máquinas de mineradores para lá. 


Ainda é preciso lembrar da produção de hardwares e a geração de lixo eletrônico no fim da linha, principalmente com equipamentos de rápida obsolescência. 


Sim, vender obras de artes por blockchain trouxe uma nova possibilidade de benefícios para artistas e demais trabalhadores da cultura, inclusive durante a pandemia. Porém, a preocupação ambiental relacionada aos danos causados pelas criptomoedas acende um alerta para quem está inserido ou pretende entrar nesse mercado. 



Iniciativas conscientes 


Green NFT (https://www.artnome.com/greennfts) >> Propõe um sistema de recompensas por NFTs ecologicamente corretas


Cryptoart (http://cryptoart.wtf/) >> após a proposta inicial do site ser desvirtuada, o criador mantém o domínio como um índice para sites e artigos que refletem sobre o mercado e buscam por soluções à integração verde das artes dentro da economia das criptomoedas.


Carbon Drop (https://niftygateway.com/collections/carbondrop) >> leilão no qual artistas venderam NFTS carbono-negativas e cujo lucro foi doado para a Open Earth Foundation.


Be in Crypto (https://br.beincrypto.com/aprender/criptomoedas-sustentaveis-para-investir/) >> O site listou nove criptomoedas sustentáveis.

Arthur Mining (https://arthurmining.com/) >> Empresa brasileira, atuante nos EUA, aplica práticas de ESG na mineração de bitcoins.


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